shipwreck

Still trying to make sense of all that I’ve lived

Still trying to make sense of all that I am.

To someday be everything I’m still trying to be

 

Even though, completely here.

 

Lost cannons were found by the beach,

shipwrecks left behind as a injured soldier.

The shells sheltered me

from the waves of your coming and goings

 

But of course, not only

Mine, as well.

 

The whats, desguised by the whens

clouded the whys and changed the wheres.

 

Meanwhile, my and your comings

and then goings again.

The sounding of your moanings,

of cryings, of yawnings,

left footprints behind on a sand that

the next coming erased.

 

But there was something I told you,

and I never forget

We never live the places we’ve been to.

My shelter-shell and I have been there

Somehow, after thousands of coming and goings,

I still end up there.

 

H.J.H

The Raven

Have you ever seen

a raven crossing the night sky?

No, you haven’t. That’s because

they only become one thing.

 

I mean. They are, aren’t they?

Even during the day,

a raven is a piece of the

night flying by

 

Your eyes in the dark room

are like the nightsky,

the eyes, are the dark.

this dark you carry around

darkens souls,

lives and lovers.

 

H.J.H

And you’ve never seen dragons.

But I’ve lived with them

One and only, one and a crowd

Nothing stands out loud.

 

Rumors tell life with them

will be over soon.

Destroy my heart,

and let the mind play its part.

 

Heart and soul united in one,

Dragons fly by arund the dome.

 

No desire seems to come,

Only small leaves, falling in the glass

desapear in the air

of my

chest.

H.J.H

Todos os dias compridos

se escondem em sorrisos,

ruídos, moinhos,

todos perdidos em devaneios

 

Devaneios tão vãos quanto a realidade que cerca,

é a oportunidade cega que nos chega

a cada dia de continuar o caminho.

 

Sonhos esticados no varal

secam sem tocar no sal

olhos abertos contra o mal

futuros novos a cada dedal

 

Esconda teu coração no infinito,

universo paralelo, sempre mais bonito

buraco negro, olho de hórus,

minha vida, a volta de oroborus

 

Desenhe seus medos, não deixe-os

devorar-te, todos os dias,

uma nova arte.

 

 

H.J.H

 

 

 

 

Amazona(s)

Pegue suas amazonas e cavalgue rio acima,

Que teu sol já partiu faz tempo e

o tempo, minha filha, ruge.

 

Teus reis e rainhas já partiram,

esconderam-se de tua raiva e insensatez.

Com eles, levaram seus tesouros mais preciosos

liberdade, consciência e unidade.

 

Agora vá-te, encontra por vós mesma

os tesouros que viestes buscar.

Lute com tuas mãos pelo amor e paz

que tanto almejas.

 

Mas vá-te, que teu tempo já passou.

Amazonas agora corram, não olhem para trás

Que o céu, já põe o sol,

E o sol já vai

 

H.J.H

 

 

 

Escritos de Aulas II

You’d never believe your eyes, but things can’t be just unseen. And that’s why I’m telling you I loved what I saw.

Once in the mddle of the crop, darkness surrounded me; the wind gently blowing the plants that bended in response. The stars shinning up there in the sky told me something I could never guess. Like a truth told to a little kid. No one gets happy by knowing that Santa does not exist, instead the wave of rage makes you break the tree, the decoration, throwing everything upside down.

I answered the painful thruth by running my hands thorught the rye, taking then off in bulks. The dirt around my feet was getting into my flip-flops, and it made me feel grounded. Rooted. At home.

I’d felt home, so long ago that I only partly recognized the feelings that started growing again. As the home feeling took over me I was asked by the sky to lay down on the wet ground that supported me.

Once upon a time, I had a dream, a dream that life had plenty of room for lfe, for roots and bounds. The circle, now closed, made me feel good and happy. Making more meanings of the feelings flowing through.

Thanks Gaia, I’m consumed now. ake menow, and take me for good. My deed is done. As his words faded in the dark taken by the wind the earth opened itself and swallowed the body of the last living thing that knew the secrets saved by the stars.

 

H.J.H

Escritos de Aulas

Sentado na cadeira de vime na varanda da casa olhava o campo a sua frente. O assoalho marrom sobre seus pés os mantinha no chão – física e psicologicamente -, sua cabeça que mirava o campo de trigo à sua frente viajava pelas imagens dos campos franceses que havia visto na TV.

As visões daqueles campos (agora em sua mente) fazia-o acreditar que não estava mais na sua cidade natal escondida no meio do sul do Brasil.

E ainda que a paisagem fosse suavemente diferente da TV, sua alma viajava pelo país estrangeiro sonhando com colheitas e lucros; até revolvia a terra coberta de neve em seus sonhos.

Seus sonhos, assim como as plantações a sua frente cresciam fartamente; e ao ver-se sentado dentro de uma cabana no meio do trigal (em sonhos, pois assoalho marrom o mantinha contectado) fizeram seus membros inferiores retumbarem sons secos na varanda. Os sons secos, que agora parecam batidas de tambor, chamavam a atenção da sua mão que estava pela casa fazendo o almoço.

“Que foi filho, tudo bem?” questionou preocupado “já cansou de ficar do lado de fora? Então, vamos entrar”.

O movimento das rodas por fim terminou quando o garoto foi levado para dentro.

Mas tanto o trigal quanto seus sonhos foram crescendo incessantemente.

 

H.J.H